29.5.08

Pitacando

Ixi, lá vem alguém que nem fez um ano de casado já ensinar como é viver a dois.

Bom, dá pra pitacar e dizer como passar pelo primeiro ano sem matar um ao outro!

Eu tenho que confessar que quando era mais nova sempre disse que nunca ia casar.

Quem em sã consciência ia querer sair da casa dos pais, com todo o conforto para viver com um cara? Acordar com o bafo dele no nariz? Com os hábitos irritantes que ele provavelmente teria? Que eu ia sair da casa dos meus pais, iria, mas para morar sozinha. Vê, lá, dividir, já me bastava os anos dividindo com meus irmãos...

Ai, me apaixono, amo, e quero casar em menos de 3 meses...

Nada sem pensar, nunca! Isso não sou eu! Ficamos juntos, só os dois 24 horas nos fatídicos 3 meses de namoro, onde não dá mais para ser que não se é. Pensamos em como seria viver juntos, onde eu aperto a pasta no meio, e ele no fim. Ou como descobri ontem, ele aperta ..no meio primeiro e depois no fim... Com minhas calcinhas no box do banheiro. Que não foram problemas, porque ficam ao lado das cuecas dele.

Quem iria pagar o que, e fazer o que?

Como seria dormir e acordar todos os dias juntos?

Ou como seria dormir juntos, sendo que eu durmo atravessada na cama, não gosto de dormir junto, ou melhor, dormia atravessada na cama e não gostava e dormir com ninguém.

Conversamos com várias pessoas sobre casamento, prestamos atenção mesmo no encontro de casais, antes de casar. E mesmo assim, ninguém falou nada sobre o início do casamento. Por mais que você namore a anos, etc, se não morou junto não é a mesma coisa. O primeiro mês é pura Lua de Mel, o segundo tem muito mel, o terceiro o mel já está escoando e o quarto é fogo!

Se você nunca saiu da casa de seus pais, vai dar saudades, muita. Se tinha empregada todos os dias, comidinha pronta, roupa lavada e agora não tem mais, isso vai fazer falta. Se não tinha e você fazia as coisas do seu jeito, vem alguém fazer do dela.

Vai sentir falta da mãe, do pai, do irmão, dos cachorros, do gato, do peixe, do papagaio.
Vai sentir falta de algum dia ficar sozinho, quieto no seu canto. Vai sentir falta de conversar e ter alguém sempre disposto para ouvir (isso se chama mãe, ou pai em alguns casos, mas quase sempre mãe).
Vai sentir o impacto de sua vida mudou e se seus amigos mais próximos não estiverem para casar, ou já casados, vai se sentir um peixe fora d’água ao encontrar com eles. Não fará mais parte da lista de amigos para quem se liga para ir para balada...

São tantas pequenas coisas que podem acabar com o casamento.

E por isso se nós já tinhamos alguns pactos, os reforçamos, como o de não dormir brigados, nem em quartos separados. De conversamos, de não xingarmos, usar palavrões, somos marido e mulher e não irmãos, por mais que a intimidade de um casamento faça com que a relação parece suportar o que irmãos suportam. É igual Denorex, parece mas não é! Não suporta...

E depois desse quarto mês, ouvimos muitas dicas lindas e legais de gente casada a mais tempos, que depois posto aqui. Economizamos para viajar, fazemos pequenas surpresas um pro outro. E mesmo assim, erramos, e muito. Às vezes esquecemos de sair juntos, para dançar, para namorar. Às vezes esqueço de ao chegar beijar o Jo.

Às vezes dormimos sem rezar juntos.

E se o marido/esposa dos outros parece melhor do o seu, é porque você não vive com ele/ela 24 horas, ou porque não quer seu próprio marido/esposa ou o pior porque quer o marido/esposa do outro... E ai, sim, é um grande problema a se enfrentar...